Alfred Kinsey – o pai da revolução sexual

Hollywood “canoniza” o pai da “revolução sexual”, Alfred Kinsey

Em Fevereiro estreou o filme «Relatório Kinsey», dedicado a Alfred Kinsey professor de Zoologia da Universidade de Indiana. Kinsey tornou-se famoso com a publicação de dois trabalhos de investigação (relatório Kinsey), financiados pela Fundação Rockefeller, a partir dos quais se desencadeou a «revolução sexual» nos EUA e em todo o mundo.

Acaba de se estrear outro filme que leva aos altares da glória, da fama, do êxito, do bem fazer, e até da ciência, um depravado, cujos métodos, teorias e influências trouxeram consigo, primeiro a «revolução sexual» e, em consequência desta, a desolação moral: senhoras e senhores, apresentamos o «professor» Alfred Kinsey…

Este zoólogo publicou em 1948 o seu tratado intitulado «O comportamento sexual nos homens» e em 1953 o segundo volume intitulado «O comportamento sexual nas mulheres»; dois livros que, apesar das críticas que receberam, serviram como base ideológica para a Educação Sexual ensinada hoje em dia nas escolas e universidades de todo o mundo.

A tese de Kinsey põe todos os actos sexuais ao mesmo nível moral, social e biológico, dentro ou fora do casamento, entre pares do mesmo sexo ou de sexo diferente, com crianças e até com animais. Mas, embora pareça incrível, isto ainda não é tudo.

Kinsey defendeu, com a sua investigação, que todos os comportamentos sexuais que se consideravam desviantes eram normais e, em particular, que o comportamento exclusivamente heterossexual era anormal e fruto de inibições culturais e condicionamentos sociais. Defendia que a sociedade tinha adoptado alguns princípios judaico-cristãos de natureza paranóica e falsária e esperava utilizar as suas «investigações» como base científica para mudar os valores morais tradicionais da sociedade.

Assim, a heterossexualidade seria apenas uma opção entre múltiplas condutas sexuais. Kinsey afirmava: «Falando em termos biológicos, não existe, na minha opinião, nenhuma relação sexual que eu considere anormal (…). O problema é que a sociedade está condicionada por normas tradicionais para fazer crer que a actividade heterossexual dentro do casamento é a única correcta e sã entre as expressões sexuais». De facto, no seu livro Kinsey dedica a esta actividade heterossexual um pequeno capítulo no final do livro, apenas a terça parte daquilo que dedica às relações homossexuais.

Kinsey difundiu a actividade sexual livre (não só com pessoas) e completamente dissociada da procriação, e abominou a distinção tradicional entre homem e mulher, diferença que, para ele, não estaria determinada pelo sexo, mas sim pela cultura.

Segundo Kinsey, as relações sexuais entre os animais eram um modelo para o comportamento sexual humano. A única diferença residia no facto de os animais actuarem sem inibições, as quais eram impostas pela sociedade aos seres humanos para impedir um «comportamento sexual natural». No seu livro, Kinsey afirma que: «Levar a cabo qualquer tipo de actividade sexual é libertar-se do condicionamento cultural que a sociedade impõe, e que leva a fazer distinções entre o que é bem ou mal, entre o lícito e o ilícito, entre o normal e o anormal, entre o aceitável e o inaceitável na nossa sociedade». Segundo Kinsey, todos os «desafogos sexuais» são aceitáveis e normais, embora seja certo que a bissexualidade é a mais equilibrada de todas as orientações, dado que inclui tanto as actividades heterossexuais como as homossexuais. Kinsey empenhou-se em fazer desaparecer do catálogo das doenças patológicas a homossexualidade e em liberalizar as leis e reduzir as penas relacionadas com os crimes sexuais.

Kinsey e as crianças

O que serviu como ideologia para os programas de Educação Sexual teve as suas raízes em experiências científicas fraudulentas, depravadas, cruéis e imorais. Desgraçadamente, foi assim durante décadas e as suas conclusões continuam a ter peso na tomada de decisões acerca das políticas de saúde sexual e/ou reprodutiva. Para provar que as crianças podiam ter actividade sexual desde o seu nascimento, Kinsey serviu-se da metodologia dos abusos sexuais cometidos de modo continuado com mais de 300 crianças menores de 2 meses, em sessões que chegavam a durar mais de 24 horas.

No início do século passado, Sigmund Freud preparou o terreno para Kinsey, afirmando que as crianças podiam ser sexualmente activas, mas que a sua sexualidade estava latente até à puberdade. Kinsey deu o passo seguinte. A filosofia de Kinsey difundiu a ideia de que as crianças deviam ser livres e autónomas para decidir por elas mesmas por que tipo de actividade sexual queriam enveredar, sem qualquer tipo de restrições ou regulações por parte do Estado ou dos pais. Para fazer esta insólita afirmação, Kinsey baseou-se em entrevistas feitas a pedófilos, os quais «por serem adultos, eram capazes de reconhecer e interpretar as suas experiências com as crianças».

Em 1981, a Drª Judith Reishman pôs a descoberto, no 5º Congresso de Sexologia de Jerusalém, o abuso sexual usado como método nos estudos de Kinsey. Em 1990, Reishman e Edward W. Eichel publicaram «Kinsey, sexo e fraude», um livro impressionante que evidencia a barbárie do Relatório Kinsey.

Kinsey apresentou «a justificação científica» da pedofilia. Afirmava que o problema da actividade sexual entre adultos e crianças era «a histeria e a super-protecção por parte dos pais e autoridades»; pensava que «as crianças precisavam da ajuda dos adultos para desenvolver técnicas sexuais efectivas e que, portanto «a sociedade devia reflectir isto, alterando os seus códigos morais».

Kinsey dizia que «se estas relações sexuais forem levadas a cabo em circunstâncias adequadas, ou seja, se o adulto sente genuinamente afecto pela criança tal como sentiria um pai ou outro parente, tais relações poderiam ser uma experiência saudável para a criança (…). Os resultados são desfavoráveis só quando as autoridades públicas ou os pais fizeram crer à criança que este comportamento é imoral ou incorrecto».

Wardell Pomeroy, co-autor do Relatório Kinsey, deixou escrito que a investigação de Kinsey descobriu «muitas relações agradáveis e satisfatórias entre os pais e as filhas». Ele mesmo afirmou que «o incesto entre adultos e crianças pequenas também podia ser uma experiência satisfatória; as relações incestuosas podem ser boas e, frequentemente, o são».

Um outro colaborador de Kinsey e pioneiro da Educação Sexual, Lester Kirkendall, predisse em 1985, «que uma vez que o nosso sentido de culpabilidade diminua, as relações sexuais entre crianças e adultos e outras formas de expressão sexuais tornar-se-ão legítimas». A este respeito, como herói, no seu livro de Educação Sexual, «Crianças e sexo», defendeu as possíveis «relações sexuais» entre crianças e animais.

Kinsey reconheceu que algumas das suas experiências sexuais implicaram o uso da força física com os participantes não voluntários: «As crianças reagiram às manipulações sexuais por parte dos adultos de diversas maneiras: retorciam-se, gritavam horrivelmente, tinham violentas convulsões, grandes tremores e/ou experimentavam dores horríveis».

Segundo conta Paul Gebhard, colaborador do Relatório Kinsey, os investigadores deram-se conta de que as suas experiências eram ilegais: «Nós sempre insistimos para que fosse mantida a confidencialidade mesmo quando era amoral no melhor dos casos e criminoso no pior deles. (…) Um exemplo de criminalidade é a nossa renúncia em cooperar com as autoridades para apanhar um pedófilo que estava a ser procurado por um assassinato sexual com violação».

Do mesmo Kinsey encontramos cartas de agradecimento dirigidas ao oficial nazi Fritz von Balluseck, pelos seus relatórios acerca das suas actividades de pederastia, advertindo-o, porém, para que «se precavesse de ser surpreendido durante as mesmas»

O mito dos 10%

A tristemente famosa investigação de Alfred Kinsey desencadeou a revolução sexual e promoveu a Educação Sexual. Hoje em dia estão a arder as últimas brasas desta Educação Sexual fracassada, ao mesmo tempo que as recentes investigações, entre as quais se destacam a de Judith Reishman, demonstram que estas «descobertas» foram não só uma fraude científica, como também uma perversão criminosa que afectou centenas de crianças.

Uma das conclusões do estudo que mais se difundiram, e ainda por cima de maneira distorcida, é o dado de que 10% da população seria homossexual. Para além do facto do Relatório Kinsey não dar este dado quantitativo, (o qual procede antes da manipulação mediática de organizações e instituições partidárias da homossexualidade), o verdadeiro dado fornecido por Kinsey relativamente a pessoas exclusivamente homossexuais era de 4% da população. Contudo, os números fornecidos pelas investigações sérias mais recentes situam-se muito abaixo de 1% da população; estas investigações demonstram que considerar uma percentagem pré-estabelecida implicaria uma séria de afirmações contrárias aos postulados ideológicos da lobby rosa. Mas o que é realmente importante, apesar de ser nauseabundo, são os métodos aplicados por Kinsey para realizar as suas investigações.

Por um lado, a amostra estatística por ele usada não foi seleccionada de forma enviesada, mas restringia-se exclusivamente a presidiários e ex-presidários, violadores, exibicionistas, pedófilos, proxenetas, prostitutas e homossexuais. Por outro lado, Kinsey levou a cabo experiências aberrantes com centenas de crianças, com idades entre 2 meses e 15 anos.

O sexo das avispas*

Alfred Kinsey nasceu em 1894, em New Jersey e morreu em 1956. Foi educado numa família de estrita observância metodista. Caracterizou-se na Universidade pela sua escassa sociabilidade e pelo seu interesse pela Biologia. Nessa época declarou o seu ateísmo e o seu interesse pelas teorias evolutivas de Darwin, pela eugenia e pelo método científico de Aldous Huxley.

Durante esse período, Kinsey começou a praticar a pedofilia, a homossexualidade e o exibicionismo. Casou-se com Clara Braken, de quem teve quatro filhos, aos quais impôs as suas ideias mais radicais.

Quando um grupo de estudantes da Universidade do estado Indiana (E.U.A), onde Kinsey era professor de Zoologia, solicitou um curso sobre a sexualidade humana como preparação para o casamento, Kinsey foi contratado para dar o curso. Alegando a necessidade de estudos aprofundados sobre a sexualidade humana para poder aperfeiçoar a sua docência, Kinsey começou as suas investigações sobre o tema. Recolheu documentação e começou as suas experimentações sexuais com adultos (nas quais participou a sua esposa Clara), adolescentes, crianças e bebés. Deste modo, sem ter sequer conhecimentos de sexualidade ou psicologia, e com a ausência de qualquer rigor científico, acabou por confundir os conceitos que a sociedade tinha como normais. Devido à sua boa reputação como professor universitário, os resultados das suas experimentações causaram grande sensação na sociedade e não foram questionados nem contestados. Assim, serviram de impulso para a revolução sexual na década de 60.

* avispa: termo espanhol que significa literalmente «vespa», e que possui o significado figurativo familiar de «pessoa muito astuta».

Autor: David Guijarro García, in Alba – semanario de información, Ano II, nº 22, 4-10 de Março de 2005, p. 40-41.

(tradução realizada por pensaBEM.net)