Como é fecundado o óvulo humano?

A fecundação é o fenómeno biológico pelo qual o óvulo e o espermatozóide se juntam dando origem a um novo ser humano. O óvulo, uma vez libertado, avança pela trompa de Falópio. Cerca de 12 a 24 horas depois da ovulação, encontra-se em lugar adequado para ser fecundado. Neste momento, podem chegar até junto dele entre 300 a 500 esperrnatozóides, a célula germinal masculina produzida no testículo – no entanto apenas um entra no óvulo. Logo que entra um espermatozóide, a permeabilidade do óvulo modifica-se tornando-se impermeável para os restantes espermatózoides. O espermatozóide que penetrou permuta o seu material genético com o óvulo, completando-se assim os 46 cromossomas.

Aproximadamente às 30 horas depois da fecundação, produz-se a primeira divisão deste novo ser que posteriormente se converte nuns embrião de três células, denominado mórula, e que continua a dividir-se até ter, aos três dias, aproximadamente. 12 a 16 células, atingindo aos quatro dias a fase de mórula avançada. Aos cinco dias da fecundação começa a entrar líquido no óvulo formando-se uma cavidade, o blastocelo, que dará lugar ao blastocito, que avança pela trompa até ao útero, onde chega pelo sexto ou sétimo dia, para se implantar na mucosa uterina.

(in La reprodución Humana y su Regulación, de Justo Aznar Lucea e Javier Martínez de Marigorta)

Justo Aznar Lucea. Doutorado em Medicina com Prémio Extraordinário. Chefe do Departamento de Biopatologia Clínica e Coordenador da Universidade de Investigação Bioquímica, do Hospital La Fé de Valência (Espanha).

Javier Martínez de Marigorta. Doutorado em Medicina e Cirurgia. Membro da Sociedade Valenciana de Bioética.