Contracepção uterina – o Diu

O que é a contracepção uterina?

A contracepção uterina consiste na possibilidade de colocar no interior do útero um dispositivo (DIU) que tem como objectivo principal produzir uma modificação do endométrio, para dificultar a nidação do óvulo fecundado.

Qual é o mecanismo de acção do DIU?

O DIU é uma espiral de cobre ou de imaterial plástico, por vezes impregnada dum espermaticida (substância que pode matar os espermatozóides), ou de hormonas, que se introduz no útero. O DIU produz uma alteração do endométrio (revestimento interno do útero), que faz com que se alterem as condições necessárias para que se implante o óvulo fecundado. Em menor proporção de casos pode actuar como espermaticida; e em alguns casos ainda pode actuar modificando o muco uterino, não permitindo, assim, a progressão dos espermatozóides.

Portanto, pode dizer-se que na grande maioria das situações, o DIU actua com uma acção anti-nidação e, em consequência, o seu mecanismo de acção é claramente abortivo.

Qual é a eficácia contraceptiva do DIU?

Em estudos de ampla prospecção realizados em amostras que ultrapassam o número de 4.000 mulheres, pôde comprovar-se que a eficácia contraceptiva do DIU é grande, falhando entre 1% a 4%. Isto quer dizer que, de 100 casais que o utilizaram tendo relações sexuais normais, verificaram-se num ano entre 1 a 4 gestações.

Quantas vidas humanas se perdem com a utilização do DIU?

Dado que, na maioria dos casos, o DIU actua como mecanismo abortivo, é necessário conhecer o número de mulheres que o usam para ter uma ideia, embora aproximada, do número de vidas humanas que se perdem no mundo pela sua utilização.

A partir dos dados cedidos pelos fabricantes, pode calcular-se que no ano de 1983, se utilizaram à volta de 80 milhões destes dispositivos. Como, num casal que tenha relações sexuais normais, existe a possibilidade de uma gravidez em cada seis meses, pode calcular-se que com o DIU se está a evitar, neste momento, à volta de 160 milhões de gravidezes, pelo que, dado o carácter abortivo do DIU, pode afirmar-se, sem medo de exagerar, que se está a perder, anualmente, um número semelhante de vida, humanas.

Não há, nos nossos dias, sem sombra de dúvida, nenhuma outra causa pela qual se estejam a perder tantas idas humanas como pela utilização do dispositivo intra uterino.

(in La reprodución Humana y su Regulación, de Justo Aznar Lucea e Javier Martínez de Marigorta)