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A utilização dos métodos artificiais conseguiu reduzir a frequência das doenças de transmissão sexual?

 

Também não se conseguiu reduzir o número de doenças de transmissão sexual. Vejam-se uns exemplos: entre 1962 e 1975, primeiros anos de utilização massiva dos métodos anticoncepcionais, a incidência da gonorreia aumentou cerca de 15% em cada ano, passando de menos de 100 casos em 1957 para 473 em 1975, por cada 100.000 habitantes. Entre 1985 e 1989, anos de máxima campanha nos Estado Unidos para utilizar o preservativo como meio de prevenir o SIDA, a incidência da sífilis, tanto primária como secundária, aumentou 61% (de 11,4 para 18,4 casos por 100.000 pessoas). Num Estado concreto, na Geórgia (USA), o aumento foi de 214%. Entre alguns grupos sociais. este aumento foi ainda maior. Assim, por exemplo, entre as mulheres de cor dos Estados Unidos, o aumento foi de 176% (de 35,8 a 98,7 casos por cada 100.000 mulheres).

Estes dado, mostram como é utópico pensar que as campanhas de propaganda do uso de preservativos pelo, adolescentes vão evitar a progressão da epidemia de Sida. Se não evitam a gravidez, de que só há risco em uma dúzia de dias por mês (período fértil), como vão evitar o contágio de Sida que pode dar-se todos os dias?

 

(in La reprodución Humana y su Regulación, de Justo Aznar Lucea e Javier Martínez de Marigorta)

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«Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio se transformou em dever de todo o ser inteligente». (Georges Orwell)