Educação sexual (entre aspas)

Poucos pais já se deram conta do que estão a ensinar aos seus filhos nas escolas, desde o jardim da infância até ao 2º grau, em matéria de educação sexual.

Em grande parte, esse desconhecimento dos pais é resultado da estratégia colocada em prática na fase de experiência da implantação do chamado “Programa de Educação Sexual” nas escolas. Uma dessas estratégias é dizer aos nossos filhos que esse é um assunto entre professor e aluno e que os pais não devem tomar conhecimento: “não iriam entender…”, “não estão actualizados…”, “teriam vergonha de falar com eles sobre o assunto, etc. Não foram poucos os pais que se surpreenderam, após algumas palestras que proferimos sobre o assunto, ao verificarem os deveres de escola de seus filhos.

Mas essa fase de “experiência” já está a passar e agora a coisa está caminhando para ser oficial. Ao retirarem os recursos destinados à “Educação Religiosa” nas escolas pretendem gastar com o programa de “Educação Sexual”, agora não mais camuflado sobre denominações diversas como “educação para a saúde”, “educação para a família”, “educação para a vida sexual” etc., mas claramente com a denominação de educação sexual.

Esse programa, já colocado em prática em várias escolas oficiais e particulares, é orientado para a destruição dos valores cristãos, a mudança de conceitos morais e éticos, além de minar os alicerces da família.

Nesses programas ensina-se, por exemplo, que o homossexualismo é um procedimento normal, que todo o ser humano nasce com tendências homossexuais e que tudo depende da “orientação” sexual que o indivíduo toma na sua vida activa. A virgindade é um tabu, como também o incesto (relações sexuais entre irmãos e parentes consanguíneos). Esses tabus, segundo os promotores da educação sexual hedonista, devem ser extintos para uma verdadeira realização sexual.

No livro “Saúde Sexual e Reprodutiva – Ensinando a Ensinar”, destinado à formação de professores de educação sexual encontramos:

  • «O incesto é, ainda hoje, um tabu em muitas sociedades no mundo inteiro. Mas outros tabus vão e vêm – dependendo muito do momento histórico e da cultura em que aparecem. É preciso deixar claro que o tabu também se alimenta de crenças irracionais e, por isso mesmo, se torna passível de mudança quando essas crenças começam a ser trabalhadas num determinado grupo.
  • A virgindade, por exemplo, é algo que até há bem pouco tempo era um tabu muito forte nas sociedades ocidentais» (Saúde Sexual & Reprodutiva – Ensinando a Ensinar, Ricardo C. Cavalcanti e outros, pág. 247).

Esse livro foi financiado pelo “The Pathfinder Fund”, uma das organizações que recebem fundos da USAID para o controle populacional. Centenas de professores já foram formados, no Brasil, em cursos patrocinados por aqueles grupos, com base nesse manual. Evidentemente que, além desses conceitos, o programa dá ênfase ao uso de métodos artificiais de controle de nascimentos.

Pouca gente sabe que o programa deste livro foi aprovado no Brasil pela Portaria n.º 678, de 14 de maio de 1991, do Ministro da Educação (D.O.U. de 130.30.91). Desde esse ano vêm sendo ministrados cursos para formação de professores de educação sexual.

Além disso, publicações diversas, até mesmo livros editados por livrarias católicas (no caso Editora Paulinas), como “Educação Sexual nas Escolas”, de autoria de Maria Helena Matarazzo vêm levando aos desavisados conceitos estapafúrdios sobre educação sexual. Isso sem falar nas “cartilhas” pornográficas, já de conhecimento público, publicadas pelo Ministério da Saúde com recursos externos.

Associam a esses projectos a maciça propaganda do sexo livre, do homossexualismo, da infidelidade conjugal, do aborto, da contracepção etc. veiculada pelos media, TV, rádio, jornais, cinemas e mais recentemente pela Internet. Grande parte dessa propaganda é financiada com recursos dos grupos promotores da “cultura da morte”. Nos chamados “projectos de população” encontramos centenas de milhares de dólares destinados aos meios de comunicação social. A rede Globo, por exemplo, ganhou como prémio 2 medalhas, no Exterior, por ter veiculado em horário nobre novelas com conteúdo que leva àqueles objectivos.

Mas o fenómeno não se restringe ao Brasil. Aqueles grupos agem em todo o mundo. Assim, temos programas semelhantes com o mesmo conteúdo para os vários países. Esta situação preocupou o Pontifício Conselho para a Família, o que fez com que fosse publicado o documento “Sexualidade Humana – Verdade e Significado, Orientações Educativas em Família”. Documento este que deveria ser lido por todos que se preocupam com a formação dos seus filhos.

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Prof. Humberto L. Vieira

Presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família

Membro da Pontifícia Academia para a Vida

PROVIDAFAMÍLIA

providafamilia.org