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A "pílula" tem efeitos secundários prejudiciais para a mulher?
Também os efeitos secundários da "pílula" dependem da sua composição. Em geral, pode dizer-se que estes efeitos são mais graves nas "pílulas" em que predominam
os estrogénios, que nas constituídas predominantemente por gestagénios.
De qualquer forma, é unanimemente admitido, entre os ginecologistas, que a "pílula" pode desencadear acidentes tromboembólicos. Isto é especialmente mais frequente nas mulheres com mais de 35 anos de idade, que estão a tomar a "pílula" há mais de cinco anos, e que são fumadoras. Neste grupo de mulheres, a mortalidade por doença tromboembólica devida directamente à toma da "pílula", pode chegar a ser até dez vezes superior em relação às mulheres que a não tomam. Há também uma série de doenças, tais como: hipertensão arterial, diabetes, epilepsia, alterações dos lípidos no sangue, (especialmente colesterol elevado), alterações circulatórias, varizes, etc.., (chega-se a mais de vinte situações clínicas diferentes), em que a utilização da "pílula"é contra indicada. Como consequência da importância destes efeitos secundários, a utilização da "pílula" decaiu de forma relevante nos últimos anos, na maioria dos países desenvolvidos e especialmente entre as mulheres de maior nível cultural, a tal ponto que nos países escandinavos o seu uso, na última década, chegou a uma redução superior
a 70%.
(in La reprodución
Humana y su Regulación, de Justo Aznar Lucea e Javier Martínez de Marigorta)
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