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A "pílula" abortiva RU-486 pode ter efeitos secundários para o filho ou para a mãe?
A "pílula" abortiva RU-486 pode ter efeitos secundários prejudiciais para a mulher e também para o filho, especialmente no caso de a sua acção abortiva falhar e a gravidez
progredir.
Em relação à mãe, e especialmente como consequência do uso de prostaglandinas que é necessário utilizar juntamente com a RU-486 para que a sua acção abortiva seja eficaz, pode produzir hemorragias, que em alguns caso, chegam a ser graves, e ocasionam ainda dores muito incómodas. Também pode acontecer que a expulsão do óvulo fecundado, e da incipiente placenta, não seja total e obrigue a mulher a ser submetida a uma curetagem com os inconvenientes inerentes a esse acto que pode originar
infecções às vezes graves, etc..
Por todas estas razões, a utilização da RU-486 (nos países que autorizaram o seu uso) só é permitida
em centros hospitalares.
Os efeitos mais negativos, porém, podem ser para o filho, no caso de falhar o mecanismo abortivo e a gravidez progredir. Experimentalmente, verificou-se em animais que a RU-486 pode provocar malformações congénitas nos fetos que sobreviveram à sua utilização. Nos seres humanos, estão descritos na literatura médica dois casos de malformações congénitas, em duas crianças nascidas depois de a mãe ter tomado a RU-486 com intenção abortiva. Por outro lado, como o número de fracassos da RU-486 é aproximadamente de 5%, este mesmo número de embriões, gerados por mulheres que tomaram a RU-486, podem estar submetidos a perigo real de graves malformações congénitas, no caso da RU-486 ser utilizada como método de planeamento familiar. (Embora, de facto, estes embriões correspondam ao grupo feliz que conseguiu sobreviver ao efeito
mortal da "pílula".)
(in La reprodución
Humana y su Regulación, de Justo Aznar Lucea e Javier Martínez de Marigorta)
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