Eutanásia: a táctica da confusão

A táctica da confusão

Pollard começa por explicar que qualquer debate apresenta sempre expressões erróneas, deliberadamente difundidas pelos grupos pró-eutanásia. E a primeira confusão surge quando se identifica a eutanásia com o direito a uma morte digna. Para ele, esta expressão mascara a verdadeira natureza da chamada morte doce. De facto, a eutanásia não pretende proteger o direito dos doentes terminais de morrerem com dignidade, assegurando a maior qualidade de vida possível dentro da gravidade da sua doença. Isto fá-lo a medicina paliativa. O que a eutanásia faz é bem diferente: falsifica os fins terapêuticos da Medicina para defender o direito de cada indivíduo decidir quando, onde e como morrer.

Em conclusão, o que os defensores da eutanásia pretendem legalizar é o suicídio e a ajuda para o cometer. Para o conseguir, apresentam estes dois aspectos como uma manifestação sublime do direito do ser humano à autodeterminação.

JERÔNIMO JOSÉ MARTIN

(in FOCO Nº 55)

 

Brian Pollard, médico australiano, especialista no tratamento e assistência a doentes terminais, publicou um livro que revela os diversos aspectos da eutanásia.