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Intolerância relativamente aos mais fracos

 

No ADN de um embrião humano está já presente toda a constituição da pessoa: sistema nervoso, braços, pernas, e até mesmo a cor dos olhos. E no momento em que é composto apenas por três células, imediatamente após a fecundação, o indivíduo já é único, totalmente diferente de qualquer outro. Nunca aconteceu, nem voltará a acontecer, é uma novidade absoluta. Como escreveu Jérôme Lejeune, o embrião é um ser vivo e procede do homem, portanto, o embrião é um ser humano. Daqui se conclui que não pode ser considerado propriedade de ninguém.

No entanto, nos últimos anos tem-se vindo a desenvolver toda uma indústria em torno de embriões humanos. E mesmo que muitas vezes – não todas nem na maioria delas – com tal se procure atingir fins mais ou menos dignos de elogio, trata-se sempre de uma prática eticamente reprovável, por várias razões, todas de bastante peso.

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«Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio se transformou em dever de todo o ser inteligente». (Georges Orwell)