Há razões, relacionadas com o bem dos filhos, para adoptar um comportamento aberto à vida?

A resposta a esta pergunta é uma afirmação que não necessita de nenhuma prova adicional já que, sob o ponto de vista natural, a vida é o dom mais precioso que qualquer ser vivo pode possuir. O facto de viver constitui a base fundamental sobre que se apoiam todos os restantes dons que podem acompanhar a vida.

Existindo a vida, ela pode ser matizada por circunstâncias mais ou menos agradáveis, pode ser, considerando-a sob o ponto de vista humano, mais ou menos feliz, melhor ou pior; no entanto, sem qualquer dúvida, essa vida tem o que nela é o substancial, que é o facto de viver.

Por tal motivo, quando em consequência de um comportamento matrimonial aberto à vida pelo amor mútuo dos esposos e ordenado pela razão, que é a expressão mais profunda desse amor, se gera uma vida nova, esse casal fez por aquele novo ser o melhor que, sob o ponto de vista biológico, poderia ter feito por ele: trazê-lo à vida.

(in La reprodución Humana y su Regulación, de Justo Aznar Lucea e Javier Martínez de Marigorta)

Justo Aznar Lucea. Doutorado em Medicina com Prémio Extraordinário. Chefe do Departamento de Biopatologia Clínica e Coordenador da Universidade de Investigação Bioquímica, do Hospital La Fé de Valência (Espanha).

Javier Martínez de Marigorta. Doutorado em Medicina e Cirurgia. Membro da Sociedade Valenciana de Bioética.