Há razões de carácter demográfico que justifiquem um comportamento matrimonial aberto à vida?

Como anteriormente se referiu, nos países desenvolvidos, e Portugal está neles incluído, existe uma grave implosão demográfica. Como consequência, verifica-se que os actuais índices de fecundidade são inferiores aos necessários para assegurar a renovação das gerações.

Por isso, nesta nossa área geográfica, um casal que adopta uma opção aberta à vida, isto é, que tenha uma atitude generosa em relação ao número de filhos, está, pelo menos, a contribuir para adiar o grave problema demográfico existente no conjunto dos países desenvolvidos, e a prestar uma pessoal contribuição para a sua resolução.

(in La reprodución Humana y su Regulación, de Justo Aznar Lucea e Javier Martínez de Marigorta)

Justo Aznar Lucea. Doutorado em Medicina com Prémio Extraordinário. Chefe do Departamento de Biopatologia Clínica e Coordenador da Universidade de Investigação Bioquímica, do Hospital La Fé de Valência (Espanha).

Javier Martínez de Marigorta. Doutorado em Medicina e Cirurgia. Membro da Sociedade Valenciana de Bioética.