Existem razões de ordem demográfica para justificar a limitação dos nascimentos?

Nas últimas décadas difundiu-se, no chamado mundo desenvolvido, uma ampla corrente de opinião originada por diversos e bem identificados foros intelectuais, que promoveu a convicção de que, a continuar a actual taxa de nascimentos no mundo, se produziria um excessivo crescimento de população que poderia chegar a criar graves problemas à humanidade.

Este crescimento, que inegavelmente existe em alguns países, não se verifica noutros. Por isso, não se pode generalizar a ideia de que existe no mundo um problema de excesso de população, e é profundamente incorrecto aconselhar a promoção de uma política de limitação de nascimentos.

(in La reprodución Humana y su Regulación, de Justo Aznar Lucea e Javier Martínez de Marigorta)

Justo Aznar Lucea. Doutorado em Medicina com Prémio Extraordinário. Chefe do Departamento de Biopatologia Clínica e Coordenador da Universidade de Investigação Bioquímica, do Hospital La Fé de Valência (Espanha).

Javier Martínez de Marigorta. Doutorado em Medicina e Cirurgia. Membro da Sociedade Valenciana de Bioética.