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Há razões de ordem natural que justificam a utilização dos métodos naturais?
Na actualidade, como em todas as épocas, verificam-se circunstâncias de diversa natureza que podem aconselhar o uso dos métodos naturais, tais como doenças graves da mulher, doenças graves de transmissão genética, sendo os pais os portadores, ou diversas circunstâncias em que existam factores de risco sério para a mãe. Também podem existir razoes sócio-económicas, ou outras causas, que podem justificar a utilização
destes métodos.
Independentemente das razões pessoais acima indicadas, poderia vir a ser possível que, por se terem reduzido de modo significativo os índices gerais de mortalidade, se chegasse a verificar um tão grande desequilíbrio no crescimento da população, que originasse
um desordenado crescimento demográfico.
Por outro lado, teleologicamente, não é fácil justificar a existência desde o início da raça humana de uns períodos de infertilidade da mulher, especialmente nos momentos em que os nascimentos eram muito necessários para garantir a continuidade das gerações. Mas estariam justificados perante a possibilidade de um potencial incremento desordenado da população em épocas posteriores. Parece, pois, razoável que neste momento da história da humanidade, se possa aproveitar esta realidade natural para regular um possível crescimento demográfico excessivo. E também, por isso, parece natural que autoridades sociais de reconhecido prestígio, entre eles o Papa João Paulo II, recomendem uma ampla difusão do conhecimento dos métodos naturais de regulação da natalidade, mesmo entre os jovens: ao mesmo tempo que se pede vivamente aos cientistas que aprofundem os seus conhecimentos
acerca destes métodos para uma mais fácil e segava utilização dos mesmos.
(in La reprodución
Humana y su Regulación, de Justo Aznar Lucea e Javier Martínez de Marigorta)
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