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A utilização dos métodos artificiais conseguiu reduzir o número de gravidezes nas adolescentes?

 

Tem-se afirmado repetidamente que, com a utilização dos métodos artificiais de regulação da natalidade, se iria conseguir diminuir, tanto a incidência das doenças de transmissão sexual, e entre elas o SIDA, como a gravidez não desejada, em especial nas adolescentes. No que respeita a este último tema, verificou-se precisamente o contrário. Com efeito, alguns dados podem confirmar a verdade sobre este assunto: na Inglaterra e em Gales, em 1978 verificaram-se 85.000 gravidezes em adolescentes. Em 1988, depois de dez anos de intensas campanhas para promover a utilização destes métodos artificiais, houve cerca de 100.000 adolescentes grávidas. Nos Estados Unidos, na década dos anos setenta, o número de adolescentes grávidas aumentou 36%, percentagem que se torna ainda mais significativa se se tiver em conta, que nesta mesma década, o número total de gravidezes diminuiu significativamente.

Em resumo: nestes anos de intensa campanha de difusão dos métodos artificiais de contracepção, o número de adolescentes grávidas não diminuiu. Pelo contrário: aumentou.

Esta realidade vem confirmar o facto de se verificar um estreito paralelismo entre o aumento de adolescentes grávidas e os custos de administração de planeamento familiar; e ao contrário, os países que menos gastam em planeamento familiar, são os que têm um índice mais baixo de abortos de adolescentes e de nascimentos fora do matrimónio.

 

(in La reprodución Humana y su Regulación, de Justo Aznar Lucea e Javier Martínez de Marigorta)

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«Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio se transformou em dever de todo o ser inteligente». (Georges Orwell)