Vida filhos e coragem

Coisificados

Houve, no entanto, algo de que não nos lembrámos ao longo deste desenfreado caminho: é que ao coisificarmos outros seres humanos, nos coisificamos a nós mesmos. Se virmos os outros como coisas, se deixarmos que essa mentalidade sedimente, nada impedirá que os outros nos vejam a nós… como coisas. Pois somos tão humanos, e não mais, do que esses embriões, do que esses idosos, do que esses doentes.

Está sol!

Que te dói hoje? Dizes-me que, fisicamente, quase nada. Então, abre as mãos e recebe o calor do sol, abre os olhos e recebe a luz, abre os ouvidos e recebe o som. E vive, agora, amiga. Amanhã pode ser que chova, que faça frio, que faça vento. Pode acontecer que não possas ir à rua e que nem sequer o tempo te permita abrir as janelas. Agora há sol. Vai até à rua ou põe-te à janela. E não me digas que não tens dinheiro para sair. Que dinheiro tínhamos nós aos seis anos? Ir à rua é só sair.

Dá-te ao luxo de seres pequenina e disponível para o contentamento.

Obrigado

Porque não fizeste as contas para avaliar se a minha chegada era conveniente: abriste simplesmente os braços quando eu vim. Porque não só me aceitaste como era, como estavas disposta a aceitar-me fosse eu como fosse. Porque dirias “o meu filhinho” mesmo que eu tivesse nascido deformado e me contarias histórias ainda que eu tivesse […]

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