Um caso paradigmático das consequências da mentalidade eutanásica, encontramo-lo na época do nazismo. Os abundantes programas de eutanásia naquela época não foram simples resultado de um fanatismo repentino, mas antes a culminação de um movimento intelectual iniciado nos anos vinte com a publicação de "A destruição da vida destituída de valor", do psiquiatra Alfred Hoche e do jurista Karl Binding. Estes autores desenvolveram a tese de que há seres humanos sem qualquer valor vital e preconizaram a supressão dos que não pudessem curar-se; encareceram a carga económica que representam estes pacientes e invocaram as vantagens da sua eliminação.
Ler mais

Textos sobre eutanásia

Nesta página encontra-se a lista de todos os textos que existem neste lugar especificamente sobre eutanásia. Clique nos títulos (a azul) para ler os textos completos.

- A medicina paliativa, exercício de ciência e humanidade: Os médicos têm de compreender que o seu primeiro dever ético -o respeito pela vida - se concretiza, antes de mais, no respeito pela vida debilitada. Em toda a medicina, o respeito pela vida está ligado, de forma indissolúvel, à aceitação da sua vulnerabilidade, à fragilidade do homem e à inevitabilidade da sua morte. O médico não tem nada a ver com os sãos e com os fortes, mas com os doentes e com os fracos, com gente que está perdendo o seu vigor físico e as suas faculdades mentais, em suma, com a vida.

- A eutanásia não é a garantia de uma morte digna?: Por exemplo, uma organização pró-eutanásia distribuiu um panfleto que explicava como sufocar uma pessoa com um saco de plástico. Muitos dos “sujeitos” - como ele lhes chama - de Jack Kevorkian [o “Doutor Morte”, o mais conhecido activista e praticante da eutanásia americano] foram gaseados até à morte com monóxido de carbono e alguns dos seus corpos foram deixados em carros abandonados em parques de estacionamento.

- Qual é a diferença entre a eutanásia e o suicídio assistido?: Hoje em dia, em geral, utiliza-se o termo eutanásia para designar tanto a eutanásia propriamente dita como o suicídio assistido.

- Suicídio assistido: O homem é o único ser vivo que reflecte sobre a sua própria morte. Na maioria dos países, excluindo o suicídio por motivos políticos ou religiosos mais extremistas, é consensual que o suicídio não deve ser encorajado, devendo-se proteger o indivíduo de causar a morte a si próprio. Afinal, por que é que não existe consenso à volta da eutanásia?

- A vida é bela: Sempre houve doentes e anciãos, mas antigamente eram considerados um tesouro. Agora não passam de um estorvo... E é só por isso que hoje se fala em eutanásia, quando no passado havia apenas o suicídio: o suicídio é uma decisão pessoal; a eutanásia acabará por ser uma imposição da sociedade. Mas acontece que nesta vida se sofre realmente, e que - ao contrário do que antigamente sucedia - aqueles que sofrem são agora muitas vezes abandonados pelos outros, e têm de viver sozinhos com a sua dor. À qual se acrescenta, então, a dor enorme da solidão.

- Viver com cancro: Três semanas antes da sua morte, Javier Mahíllo concedeu esta entrevista, da qual publicamos alguns excertos. Acabava de superar uma recaída que o manteve na cama durante vários dias. No passado mês de Maio, os médicos tinham-lhe dado cerca de seis meses de vida. O diagnóstico cumpriu-se com bastante exactidão.

- Eutanásia: A dor: "Sou tetraplégico. As minhas pernas não respondem e a musculatura dos braços e dos dedos está muito diminuída. Sou muito dependente, não consigo deslocar a cadeira na rua, não posso vestir-me nem atar os sapatos. "Contratei duas pessoas que se fazem turnos para me ajudar. A maioria dos tetraplégicos não pode pagar estes salários e vive muito mal, em centros, esperando a morte. Eu, no início, desejei morrer. Estive um ano no hospital. Só podia mexer a cabeça. Abandonaram-me a alegria de viver, a saúde e o desejo.

- Cuidados paliativos: A “medicina paliativa”, ou “cuidados paliativos”, é a forma civilizada de entender e atender aos doentes terminais, oposta principalmente aos dois conceitos extremos aludidos: obstinação terapêutica e eutanásia. Esta é uma nova especialidade de cuidados médicos ao doente terminal, que contempla o problema da morte do homem numa perspectiva profundamente humana, reconhecendo a dignidade da pessoa no âmbito do grave sofrimento físico e psíquico que o fim da existência humana muitas vezes comporta.

- Corresponder: Por outro lado, conheci, felizmente, outras famílias que consideraram um orgulho fazer felizes os seus pais já idosos, e que fizeram grandes malabarismos para acolhê-los bem. Isso levou-os a ter que renunciar a muitas saídas e muita aparente felicidade, mas são famílias felizes e pode-se prever uma velhice feliz, porque os seus filhos terão visto, como numa aula prática, como se trata dos próprios pais quando ficam velhos.

- Se a morte é inevitável, a pessoa que está a morrer não tem o direito a cometer suicídio?: É importante perceber que o suicídio de uma pessoa a quem foi diagnosticada uma doença terminal não é diferente do de uma pessoa que não é considerada doente terminal. A depressão, conflitos familiares, sentimentos de abandono, desespero, etc. conduzem ao suicídio, independentemente do estado de saúde da pessoa.

- A eutanásia não é por vezes a única forma de aliviar uma dor insuportável?: Uma afirmação irresponsável como essa esquece que virtualmente qualquer dor pode ser eliminada e, nos casos raros em que não pode ser eliminada, pode ser muito reduzida desde que tratada adequadamente. É um escândalo que haja tanta gente que não receba tratamento adequado da dor. Mas matar não é a resposta para esse escândalo. A solução é melhorar a formação dos profissionais de saúde nessa área, melhorar o acesso aos serviços de saúde, e informar os pacientes sobre os seus direitos como consumidores.

- Já que o suicídio não é criminalizado, porque é que deve ser ilegal ajudar alguém a cometer suicídio?: Nem o suicídio nem a tentativa de suicídio são criminalizados em Portugal, nos E.U.A. ou em muitos outros países, mas não por causa de um “direito” ao suicídio. O suicídio não é penalizado por motivo evidente: o suicida morre e, por isso, não pode ser punido.

- Onde é que a eutanásia é legal?:

- A eutanásia não se poderia tornar num meio para conter os custos dos sistemas de saúde?:

- A eutanásia não seria só a pedido do paciente, não seria sempre voluntária?:

- A eutanásia não estaria disponível apenas para doentes em estado terminal?:

- As pessoas não deveriam ter o direito a cometer suicídio?: A eutanásia não consiste em dar direitos à pessoa que morre, mas em alterar a lei e a prática de forma a que os médicos, parentes e outros possam directa e intencionalmente acabar com a vida dessa pessoa. Esta alteração não daria direitos à pessoa que morre, mas à pessoa que mata. Por outras palavras, a eutanásia não diz respeito ao “direito a morrer”, mas sim ao direito a matar.

- Será que as pessoas devem ser forçadas a permanecerem vivas pelo avanço da medicina actual?:

- A legalização da eutanásia não serviria para que os pacientes morressem pacificamente, rodeados pelas suas famílias e médicos, em vez de serem sufocados por sacos de plástico ou gaseados com monóxido de carbono?:

- Eutanásia: Algumas reflexões: A eutanásia, em sentido estrito, pode ser definida como qualquer acção ou omissão destinada a provocar a morte de um ser humano com a finalidade de suprimir o sofrimento, pondo fim "docemente" à vida própria ou alheia (a palavra vem do grego eu, "bom", e thanatos, "morte"). Trata-se, na realidade, de uma acção suicida (quando o sujeito pretende acabar com a própria vida) ou homicida (quando um médico, leigo - em geral um familiar - ou legislador se arroga o poder de decidir a respeito da sobrevivência de seus semelhantes).

- Eutanásia na Evangelium Vitae:

- Hei-de morrer quando chegar a minha hora: O Jorge não se apercebeu logo do seu estado, não entendeu ou não quis entender que era irreversível. Já no Hospital de Pedro Hispano, em Matosinhos, para onde foi entretanto transferido, passou as maiores provações, sentiu-se revoltado, fez a pergunta que todos fazem numa situação destas: "Porquê eu?".

- Eutanásia: a táctica da confusão: De facto, a eutanásia não pretende proteger o direito dos doentes terminais de morrerem com dignidade, assegurando a maior qualidade de vida possível dentro da gravidade da sua doença. Isto fá-lo a medicina paliativa. O que a eutanásia faz é bem diferente: falsifica os fins terapêuticos da Medicina para defender o direito de cada indivíduo decidir quando, onde e como morrer.

- Desconfiança perante os médicos: Outro grande problema que teria de ser resolvido por uma lei sobre a eutanásia é o de quem seria o encarregado de matar o doente. Até agora, existe uma espécie de acordo tácito de que deveriam ser os médicos. Mas, como diz Pollard, esta é uma solução que acarretaria graves consequências, sobretudo porque desvirtuaria profundamente a missão que incumbe aos médicos: velar pela saúde e vida dos doentes.

- Eutanásia: precisões terminológicas:

- Paralelismo entre eutanásia e aborto:

- Doentes incuráveis e suicidas:

- O fim do Direito:

- Eutanásia: por que não: Pode-se chamar ética a uma ciência que defende "princípios morais" para evitar aos meninos anormais, aos doentes mentais ou incuráveis o prolongamento de uma vida desgraçada que suporia cargas demasiado pesadas para as famílias e para a sociedade? Realmente a morte provocada ou adiantada é a única solução ante o paradoxo da enfermidade e da dor? Não haverá no homem algo mais, outra dimensão na qual a pergunta pelo sofrimento obtenha resposta?

- Eutanásia: opinião dos pacientes:

- Declaração: Queremos, em primeiro lugar, reafirmar que a vida humana é sagrada e inviolável em todas as suas fases e situações. Nunca um ser humano perde a sua dignidade em qualquer circunstância física, psíquica ou relacional em que se encontre. Portanto, todos os que estão em processo de morte merecem e exigem o respeito incondicional que é devido a toda a pessoa humana.

- Eutanásia: matar por misericórdia:

- A mulher descalça: Adriana é uma mulher jovem, com 25 anos, que nasceu sem braços. É a mais nova de duas irmãs e uma brilhante advogada e directora de uma empresa de liderança. No comentário que se segue, referiu: "… quando temos discernimento, têm que nos dizer que somos pessoas com incapacidade, porque nós não nos damos conta disso. Pensava que todos vocês tinham passado pelo mesmo". E continuou a contar que, quando era criança, uma tarde descobriu e depois compreendeu que era diferente da sua irmã mais velha e que tinha quatro opções: não fazer nada (tudo se faz com as mãos), ficar deprimida, ser sustentada pelo Estado ou ser feliz sem braços.

- Eutanásia passiva: Portanto. apenas se pode falar de eutanásia passiva a respeito daquelas acções que deliberadamente desencadeiem a morte do doente, através da supressão de um tratamento eficaz e não excessivamente gravoso,

- Eutanásia: A trapaça do caso limite: Por outro lado, os próprios defensores da eutanásia não ocultam os seus verdadeiros propósitos. A maior parte deles são partidários da sua aplicação em determinados doentes, cujos males não são terminais: recém-nascidos com más formações congénitas (espinha bífida, síndroma de Down...); adultos com incapacidades mentais; pacientes afectados por doenças não mortais mas que são especialmente dolorosas ou desesperantes (esclerose múltipla, paraplegia, anomalias neuro-musculares...), doentes da SIDA...

- Espécies de eutanásia:

- Eutanásia e cuidados paliativos: Na Holanda começou a praticar-se a eutanásia em doentes terminais; passou-se para doentes crónicos; daí se passou para os doentes com dores muito fortes ou que sofriam de doenças do foro psíquico e depois veio a eutanásia voluntária, até chegarmos ao estado actual de a aplicar sem o consentimento do doente.

- Distanásia:

- Eutanásia: um tetraplágico:

- Eutanásia: a situação na Holanda: Todos os médicos holandeses recebem treino formal, na faculdade de medicina, em como praticar a eutanásia, e a Sociedade Holandesa Real de Farmacologia distribui a todos os médicos um livro sobre como praticar a eutanásia. Esse livro contém receitas de venenos que não são detectáveis, e que os médicos podem colocar na comida ou injectar de tal forma que se torna quase impossível detectá-los durante uma autópsia.

- Situação na Holanda – eutanásia (II): A conclusão que se pode extrair deste estudo é evidente: os médicos de cabeceira, cujo trabalho exige uma constante atenção personalizada e sacrificada, tão necessária ao alívio e consolo dos doentes em fase terminal, são os que caem mais frequentemente na tentação de pôr termo à vida dos doentes. No entanto, como era de esperar, vestem a sua decisão de cuidado paternal aos doentes.

- Uma morte digna e humana:

- A eutanásia promove o suicídio: Que tipo de exemplo um adulto passa aos adolescentes quando ele próprio se mata porque tem medo da dor ou de perder a "dignidade"? Ou porque poderá vivenciar algum grau desconhecido de dor por muitos anos - dor que provavelmente poderia ser aliviada? Se a nossa sociedade aceitar a eutanásia, como iremos dizer a um adolescente desesperado que ele não tem o direito de se matar se a capitã da equipa de que ele gosta o expulsa da equipa? E o que se pode dizer da jovem cujo animal de estimação morreu? Ou do rapaz que não consegue ingressar numa equipa de futebol? Ou daquele que tem de abandonar a universidade porque repetiu o ano tantas vezes?

- Recuperação de estado vegetativo persistente: Um estudo de 84 pessoas a quem os médicos consideraram estar em «estado vegetativo persistente» mostrou que 41% recuperaram a consciência dentro de seis meses, e 58% recuperaram a consciência dentro de três anos. Um segundo estudo de 26 crianças em coma que durava mais de doze anos, constatou que três quartos eventualmente, recuperaram a consciência. Um outro estudo constatou que um terço dos 370 pacientes em «EVP» por até um ano teve recuperação suficiente para voltar a trabalhar.

- Eutanásia – insegurança jurídica: Determinar a validade do consentimento do doente, É muito difícil que a lei possa definir claramente o momento em que o doente tem a liberdade e lucidez suficientes para que a sua escolha não seja fruto de influências externas. "No contexto emocional que rodeia a morte - diz Pollard - podem dar-se diferentes graus de medo, ansiedade, confusão mental, paranóia, depressão, coacção ou sentimentos de inutilidade, que a lei não pode detectar, nem muito menos avaliar".

- Precedentes da eutanásia:

- Nazismo e eutanásia: